Setembro Roxo - O mês da fibrose cística

Setembro Roxo - O mês da fibrose cística

A fibrose cística é uma doença genética, não contagiosa, que ocorre quando se herda um gene do pai e da mãe, ocorrendo em mulheres e homens na mesma proporção. Há 30 anos fazia com que a expectativa de vida do portador fosse inferior a 15 anos

*Fato curioso: O folclore medieval europeu dizia que se ao entrarmos em contato com uma criança e em uma demonstração de afeto através de um abraço ou beijo, ela deixasse um gosto salgado nas suas mãos ou lábios, era um sinal de que o pequenino estava amaldiçoado e morreria cedo.

É fato que não havia maldição sobre as crianças, mas saber que ela morreria cedo era fruto do que a fibrose cística promovia (suor salgado e morte precoce).

Atualmente, com todo o avanço da medicina e a possibilidade de diagnósticos precoces com tratamentos eficazes, essa expectativa de vida já passa dos 40 anos.

Setembro Roxo
O mês de setembro foi escolhido para tornar evidente os cuidados, prevenção e conscientização desse agravante que até então estava tornando a vida de milhares de pessoas mais complicada. Estar bem informado e com um bom tratamento da fibrose cística é a promover qualidade de vida e saúde.


Como se desenvolve a fibrose cística?
Como já citado antes, a fibrose é causada por hereditariedade genética, ela acaba por atingir a CFTR (proteína do canal regulador que atravessa a membrana) fazendo com que o organismo produza secreções viscosas e densas que vão sendo acumuladas pelos órgãos, com maior presença no pulmão e no sistema digestivo.


Consequências no organismo
‘’Pessoas com fibrose cística possuem grande reabsorção de sódio e água, levando à desidratação das secreções mucosas, aumento da viscosidade e obstrução dos ductos e inflamação, resultando em uma doença sistêmica com variedade de sinais e sintomas.’’

Toda essa afluência resulta em sintomas extremamente prejudiciais para a qualidade de vida. O sistema respiratório é afetado com dificuldades para respirar, infecções e constantes sensações de falta de ar. No mais, os problemas digestivos também podem ser evidenciados como excessivo mal cheiro e volume nas fezes, além de ficar aparente na prisão de ventre.

Principais sintomas
Os sintomas da fibrose cística surgem normalmente durante a infância, por isso o teste do pézinho - feito no bebê entre o 3º e 7º dia de vida - se mostra muito efetivo nesse período, uma vez que através dele pode se obter um diagnóstico preciso.
De todo modo, nem sempre o sintoma aparece no primeiro estágio da vida. Por isso o exame pode - e deve - ser feito em qualquer idade.
Além disso, é também frequente o aparecimento de alguns outros sintomas, que podem incluir:

  • Atrito na respiração pós exercício;
  • Sensação de falta de ar;
  • Sangue ou catarro na tosse constante;
  • Chiado ao respirar; 
  • Sinusite crônica;
  • Pneumonias e bronquites frequentes;
  • Infecções pulmonares recorrentes;
  • Pele e olhos amarelados;
  • Crescimento anormal do tecido que reveste o nariz;
  • Dificuldade no desenvolvimento de altura e massa;
  • Dores nas juntas;
  • Suor mais salgado.

Em bebês, o primeiro sinal de fibrose cística normalmente acontece quando o neném não consegue eliminar as primeiras fezes, no primeiro ou segundo dia de vida, mas outros sinais também podem ser percebidos como dificuldade para ganhar peso e crescimento atrasado.

O resultado é obtido através do teste do suor, que pode - e deve - ser realizado em qualquer fase da vida. O diagnóstico também pode ser confirmado por meio de exames genéticos.

Amenizando o problema
Sabe-se que até o momento ainda não foi encontrada a cura definitiva para a fibrose cística, existem porém, tratamentos e métodos que podem ser extremamente efetivos para anular os incômodos dessa condição.

Fisioterapia Respiratória
O tratamento fisioterapêutico tem como objetivo ajudar na liberação das secreções, melhorar as trocas gasosas nos pulmões, limpar as vias aéreas e melhorar a expiração por meio de exercícios de respiração e aparelhos.

A fisioterapia também ajuda a trabalhar as articulações e os músculos do peito, costas e ombros através de exercícios de alongamento.

O fisioterapeuta deverá ter o cuidado de ajustar as técnicas de acordo com as necessidades da pessoa para atingir melhores resultados. É importante que a fisioterapia seja feita desde o momento que a doença foi diagnosticada, podendo ser feita em casa ou no consultório.

O FluxAir ajuda no tratamento
Desenvolver o hábito de fazer o uso do Flux, contribui para que as vias nasais sejam liberadas e o pulmão se fortaleça no exercício da respiração, podendo ser extremamente útil durante a fisioterapia respiratória, acelerando o processo de liberação das secreções enquanto aumenta a desenvoltura pulmonar.

Se algum desses sintomas for uma realidade para você e caso ainda não saiba o que pode estar ocasionando tudo isso, indicamos que visite ao médico e solicite um diagnóstico, afinal, a vida é boa e precisa ser bem cuidada. 

Olá!

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