Os players de E-Sports precisam de cuidados com a respiração?

Os players de E-Sports precisam de cuidados com a respiração?

Antes de começar, queremos saber: algum desses nomes é familiar pra você?

Space War, Pac-Man, Mortal Kombat, Mario Kart, Crash Bandicoot, Zelda, Sonic, até a era Minecraft, League Of Legends, Fifa, Call of Duty e Fortnite.

Se houver algum tipo de identificação com esses nomes, é bem provável que você já tenha algum contato com o universo gamer e eu não sei se você sabe, mas, os games já ganharam um espaço tão expressivo na atualidade que estão sendo considerados como um esporte. E, acredite, faz todo o sentido. Vamos te contar o porquê.

Desde que começaram a aparecer, ali pela década de 70, os fliperamas reuniam milhares de jovens para curtirem juntos as aventuras e os encontros frenéticos que os joysticks podiam proporcionar. Aos poucos toda essa jogabilidade foi sendo aprimorada e os jogos que antes tinham como intuito apenas o entretenimento e distração começaram a tomar formas de console e, enquanto entravam nas casas das pessoas, os jogos ganhavam desenvoltura com histórias e roteiros extremamente elaborados com muita emoção e diversas possibilidades.

Enquanto isso ia acontecendo, não só os produtores e criadores dos jogos trabalhavam, mas quem os jogava também, sempre atentos a descobrir as novas lógicas e estratégias para aproveitar da melhor maneira possível, quando os jogos apareciam, os públicos iam se segmentando e habilidades reais passavam a ser trabalhadas em cada jogador.

Um pouquinho mais adiante passamos novamente para as febres das salas lotadas, agora não mais com fliperamas, mas com computadores, as lan-houses lotavam com jovens passando noites jogando campeonatos informais de diversos tipos de jogos. 

Aos poucos esses campeonatos passaram a ganhar mais notoriedade, os prêmios iam aumentando e a comunidade gamer se estruturou não somente como um ponto de entretenimento, amizade e diversão, mas também como um grande pilar econômico, afinal,  só em 2019 esse universo faturou cerca de US$ 148 bilhões e manteve a média de 2,4 bilhões de jogadores globais, além de que, segundo a NewZoo, o setor cresce 10% ao ano.


Entretenimento e Esporte?
Sempre que pensamos em esporte a ideia que aparece é o indivíduo sozinho ou no coletivo visando atingir uma marca que supere o adversário sem que haja infração nas regras do jogo. Geralmente a imagem de alguém uniformizado, cansado, focado e executando movimentos que nem todos conseguem, é o que aparece ou até mesmo uma arena cheia e com torcidas divididas e com sede de vitória. 
Em contrapartida, quando se pensa em games, ainda se tem um visão de pessoas mais preguiçosas e que em algum dia foram visitar o mundo do entretenimento e decidiram nunca mais voltar. Infelizmente essa visão deturpada do que os jogos são, descarta toda a lógica que compõe a elaboração de um game e sua jogabilidade, e além de não considerar a força da internet como um meio que vai além de redes sociais, também manda por água abaixo o empenho e treino de quem não joga somente para se divertir, mas para fins competitivos e realmente profissionais.

E a verdade é que um jogador de e-games profissional é uma pessoa que possui contrato assinado com alguma equipe e é inscrita em torneios, treinando diariamente para manter suas habilidades ativas, uma vez que cada categoria possui campeonatos próprios e ocorrem em diversas épocas do ano.


Confederação Brasileira de eSports
Segundo a CBeS, a modalidade é justificada como esporte não somente pela disposição do jogador, mas, por assim como os esportes de grande movimentação física, integrarem várias modalidades, organizações estruturadas, equipes, campeonatos, torcidas e profissionais, além de remuneração em forma de auxílio, salário ou premiações. 
Essas e outras fazem com que existam de fato condições para o enquadramento na possibilidade de ser considerado como um Esporte, ainda que virtual.

Rendimento e treino?
Os Pro-Players também precisam de cuidados com a saúde. Jogadores que operam com joysticks em jogos como FIFA, por exemplo, tendem a sofrer lesões simétricas, uma vez que usam as mãos para manusear o controle, o que se diferencia dos jogadores de LoL, que apoiados no mouse podem sofrer lesões assimétricas em todo um lado do corpo por conta do manuseio do teclado. 

Desse modo, sabemos que o sistema do corpo humano é completamente interconectado e quando uma parte não vai bem, é bem possível as outras não irem também. 

Para resolver problemas como ansiedade, má alimentação, dores musculares e ósseas (tendinite e escoliose) por exemplo, os times de E-sports possuem em várias equipes, profissionais da área da saúde como fisioterapeutas, psicólogos e nutricionistas, uma vez que reconhecem a necessidade de um alinhamento completo para a melhoria no rendimento dos players.

O médico de esportes do Hospital das Clínicas de São Paulo confirma que é preciso ter condicionamento físico para ser um gamer profissional. "O pro player que tem um bom preparo cardiorrespiratório, consegue expirar e inspirar melhor, o que ajuda a regular a ansiedade em momentos de tensão, por exemplo"

Por fim, esse esporte além do convencional exige muita disposição física, embora não exista tanta movimentação muscular acelerada, a respiração que não é usada para a recuperação muscular imediata é usada para uma melhoria direta na concentração.

Só quem joga reconhece os níveis de concentração e percepção que são exigidos nas movimentações e estratégias dos jogos e o modo como sem perceber, muitas vezes acabamos nos estressando fácil e perdendo a linha. Por isso, assim como já afirmado pelos médicos, quando um pro-player tem um cuidado da sua saúde bem feito, ele não só potencializa seus níveis de atenção, como também permite que a sua pressão se mantenha regulada, por isso, em um panorama geral, o uso de dilatadores nasais em jogadores de eSports é uma tendência muito contundente.

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