Não é só insônia: conheça cinco problemas que atrapalham o sono

Não é só insônia: conheça cinco problemas que atrapalham o sono
Cada vez mais ouvimos pessoas reclamando que não conseguem dormir bem. E não é exagero. Segundo a Associação Brasileira do Sono, 75% dos brasileiros apresentam queixas de sono. Em geral, elas dormem menos do que o corpo pede, e isso tem consequências. Quando o sono é insuficiente por uma noite ou outra, o estrago não é tão grande assim. Pode até parecer que está tudo bem, pois conseguem dar conta de suas tarefas diárias, mas não é algo que se sustenta por muito tempo. Não é preciso nem ficar 24 horas sem dormir para percebermos como uma boa noite de sono faz a diferença. "Após 18 horas acordado, as funções cognitivas como a velocidade de raciocínio, a memória, a capacidade de se concentrar e as habilidades de resolução de problemas começam a sofrer", revela Hong Jin Pai, médico coordenador do grupo de acupuntura do Grupo de Dor do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo). Ele acrescenta que as funções cognitivas pioram bastante com poucos dias de sono alterado. E o nosso organismo passa a sentir os efeitos de não repousar como deveria. Além de não dormirmos direito pela correria da vida moderna ou por problemas mais conhecidos, como a insônia e a apneia obstrutiva do sono, outras questões de saúde podem nos impedir de ter um sono reparador. É importante saber a causa exata das nossas noites mal dormidas. "Esses distúrbios podem atrapalhar a qualidade do sono", afirma Letícia Soster, neurologista da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein (SP). E isso de várias maneiras. Seja causando fadiga, sonolência durante o dia, dificuldade de concentração ou impossibilitando a memória de funcionar bem. Confira a seguir alguns distúrbios do sono pouco conhecidos.

Síndrome das pernas inquietas

Embora seja um distúrbio do sono, os sintomas da síndrome das pernas inquietas começam no período de vigília. Ou seja, antes de dormir. Ele provoca muito desconforto nas pernas, e às vezes, até nos braços. Esse incômodo pode se manifestar diversas formas, como uma dor, um aperto nos membros inferiores, uma agitação ou a sensação de que a perna está sendo beliscada. A pessoa só sente alívio quando movimenta as pernas. Por isso, não consegue dormir ou acorda algumas vezes com esse mal-estar. "Esse distúrbio está relacionado a alterações no sistema dopaminérgico. Esse sistema está envolvido em diversas funções cerebrais, entre elas controle de movimentos e de sensações. É provavelmente a redução da atividade desse sistema que leva ao desconforto", explica Ronaldo Piovezan, geriatra do Instituto do Sono.

Narcolepsia

De acordo com Soster, existem dois subtipos de narcolepsia. O menos grave é o 2, pois se trata de uma sonolência que pode ser controlada com algumas sonecas ao longo do dia. Já o 1 é mais perigoso, já que ele pode vir acompanhado de cataplexia, um sintoma caracterizado por uma perda parcial ou total do tônus muscular. "A pessoa perde completamente o controle e desaba. E inicia o sono REM . Ela fica completamente relaxada e normalmente sonha durante esse sono", detalha Piovezan.

Sonambulismo

Todos nós já ouvimos relatos de pessoas que fazem várias coisas enquanto estão dormindo e depois não se lembram de nada. Elas têm sonambulismo, um distúrbio classificado como parassonia. Ou seja, ele faz parte de um grupo de problemas do sono que provocam comportamentos não desejados ou desagradáveis ao dormir, durante o sono ou ao despertar. Embora o sonambulismo esteja mais presente na infância, pode acontecer em qualquer fase da vida.

Terror noturno

Ele geralmente acontece na primeira infância. Quando a criança desperta rapidamente ou está na transição do sono profundo para um sono mais leve, ela passa um estresse muito grande. Então começa a chorar e a gritar, faz uma expressão de pavor, fica com a respiração ofegante e diz frases desconexas. Mas esse desespero não é causado por pesadelos.

Distúrbio comportamental do sono REM

Esse distúrbio atinge principalmente as pessoas mais velhas. "É uma doença mais comum na terceira idade por que causa alterações nos sistemas cerebrais dos idosos. Ou seja, nos neurônios e nas células do sistema nervoso central que começam a se degenerar devido à idade", enfatiza Piovezan. No meio do sono, o idoso começa a se debater com força, dá socos, pontapés, grita e chora.

Como melhorar a qualidade do sono

As pessoas costumam associar sonolência diurna com os problemas do sono. Isso faz todo o sentido. "Sintomas de cansaço, fadiga e sono durante o dia são um prenúncio de que o sono não está indo bem", alerta Piovezan. Mas às vezes a causa não é um distúrbio, e sim a privação de sono. É por isso que dormir bem deve ser um compromisso sagrado. E também porque a ausência de um repouso adequado piora os sintomas das doenças do sono. Fonte: Uol

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