Para correr melhor, amarre um elástico entre seus tênis

Para correr melhor, amarre um elástico entre seus tênis
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Atenção corredores: Na próxima vez que você sair para correr, amarre um elástico entre seus pés. Pode parecer um truque esquisito, mas ele é estranhamente eficaz, garante Elliot Hawkes, professor da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara (EUA).

Segundo o professor de engenharia mecânica, correr com uma perna amarrada à outra pode torná-lo um corredor mais eficiente em aproximadamente 6,4%. “Na corrida, a maior parte da energia é desperdiçada,” explica Hawkes. Para cada 10 calorias queimadas, menos de uma caloria é necessária para manter uma velocidade de avanço constante. As outras nove calorias são gastas nos impedindo de cair enquanto batemos na calçada com a massa corporal, além de frear e acelerar a perna que se lança à frente.

“Foi um desafio interessante porque, como engenheiro, quando você vê um sistema muito ineficiente, pensa: ‘Nossa, isso é muito ruim; tem que haver algumas formas fáceis de melhorar isso um pouco’,” acrescentou.

[Imagem: Cole S. Simpson et al. – 10.1242/jeb.202895]

Mola para substituir músculo

Hawkes então teorizou que, se parte do trabalho de balançar as pernas pudesse ser realizada com um tipo de mecanismo de mola – semelhante aos tendões nas pernas de um guepardo – em vez de trabalho muscular, alguma energia poderia ser economizada. Essa abordagem biomimética difere das formas típicas em que os dispositivos são projetados para aumentar a eficiência da corrida, que geralmente se concentram na parte “batida” do passo, como tênis que dão impulso ou amortecem o passo.

“Nós começamos nos joelhos, mas no final prendemos a fita nos sapatos,” contou Hawkes. “É mais fácil colocá-la nos sapatos, e é mais confortável – com os joelhos, a fita esfrega em você de maneiras engraçadas.” Prender o “exotendão” aos tênis, ao que parece também otimiza as forças necessárias para que o dispositivo seja eficaz, mais do que colocar a faixa mais alto nas pernas.

Correr com os pés amarrados

Por mais contra-intuitivo que pareça amarrar um tênis ao outro para melhorar a capacidade de corrida, os participantes do teste ficaram confortáveis com a fita elástica quase que instantaneamente, e ninguém tropeçou.

De acordo com Hawkes, a fita aumentou a eficiência no trabalho necessário para balançar as pernas, e o passo mais curto e de maior frequência que resultou disso também reduziu a quantidade de energia necessária para suportar o peso corporal durante cada impacto no solo (fase de apoio), aumentando a resistência geral.

“Isso na verdade reduz o esforço de ‘pular’ durante a postura,” explicou Hawkes. “Naturalmente as pessoas correm a 90 passos por minuto. Se você puder dar passos mais curtos e mais rápidos, isso reduz a energia necessária para saltar, mas é preciso muito mais energia para balançar as pernas tão rápido, de forma que você não faz isso naturalmente. No entanto, a fita remove esse custo para o movimento das pernas, o que significa que você pode facilmente dar 100 passos por minuto, reduzindo a energia necessária para saltar.”

“É surpreendente; ela faz você se sentir leve e mais rápido. Seu corpo descobre isso quase imediatamente,” acrescentou.

Como amarrar os pés para correr

Alguns detalhes para aqueles que já estão pensando em amarrar os tênis para a próxima corrida: a banda usada pelos pesquisadores era um pedaço de tubo cirúrgico, cortado em cerca de 25% do comprimento da perna, o que é “longo o suficiente para não aplicar forças quando os pés se cruzam e não se parte quando os pés estão afastados, mas suficientemente curto para não ficar preso quando os pés se cruzam,” detalhou o pesquisador.

Além disso, os testes foram feitos exclusivamente com a resistência em mente; nenhuma palavra sobre se os velocistas com seus passos largos e distâncias mais curtas tirariam benefícios desse dispositivo. E a superfície de corrida era consistentemente plana e nivelada – portanto, não vá sair de pés amarrados correndo em uma trilha. Provavelmente não há efeito discernível no treinamento; os corredores voltaram à sua marcha e eficiência regulares quando removeram o elástico, disse Hawkes.

Fonte: Diário da Saúde.

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