Rinite não tratada pode levar ao ronco, apneia, asma e até mau hálito

Postado: março 25, 2020
Categoria: Qualidade de Vida

O nariz é a região das vias respiratórias superiores mais suscetível a infecções. Quando isso acontece, logo vem a congestão nasal e a coriza. Esses sintomas estão na lista das queixas mais comuns nos consultórios médicos, mas além de um simples resfriado, eles também podem sinalizar a presença de outra doença, a rinite. Definida como um processo inflamatório ou infeccioso da mucosa que reveste o nariz, ela pode ser aguda ou crônica, ou seja, ter curta ou longa duração.

As principais causas da enfermidade são as infecções virais e alergias. A do tipo não alérgica tem início frequente após os 20 anos, especialmente entre as mulheres, e acomete cerca de 1/3 da população mundial. Já a rinite alérgica, a estimativa é a de que sua prevalência varie de 9% a 42% dos indivíduos. Os dados foram publicados pelo Journal of Allergy and Clinical Immunology.

Embora os sintomas da rinite possam ser toleráveis e esporádicos, eles podem desencadear inflamações repetidas e persistentes que, sem o devido tratamento, resultam em quadros graves e até levam à hospitalização.

Conheças as várias causas

O problema tem várias origens, que são classificadas da seguinte forma:

  • Rinite infecciosa – é a decorrente da infecção por vírus, bactérias e fungos;
  • Rinite alérgica – normalmente associada a uma reação do sistema imunológico diante de algum fator ambiental: pó, bolor, pólen, pelo ou tecido (epitélio) de animais, ácaro (presente em cobertores, bichos de pelúcia ou roupas felpudas);
  • Rinite vasomotora – manifesta-se em decorrência de mudança brusca de temperatura, uso de anti-hipertensivos e uso persistente de vasoconstritores tópicos;
  • Rinite irritativa – associada à exposição a produtos químicos inalantes, fumaça de cigarro ou cheiros fortes;
  • Rinite gestacional – ocorre graças às mudanças hormonais e embebição gravídica (inchaço/retenção de líquidos) da mucosa nasal durante a gestação;
  • Rinite idiopática – não tem causa identificada;
  • Rinite mista – combina algumas das causas acima descritas. Apesar de todas essas possibilidades, a rinite alérgica e a infecciosa são as mais comuns.

Quem precisa ficar mais atento?

Todas as pessoas podem ter rinite, independentemente da faixa etária. Apesar disso, ela é mais comum nos grupos abaixo descritos:

  • Pessoas com alergia respiratória;
  • Pacientes expostos a produtos inalatórios ou irritantes;
  • Tabagistas;
  • Gestantes, dadas as variações hormonais e inchaço comuns durante o período de gestação.

Quando é a hora de procurar ajuda médica?

Os especialistas são unânimes: quando um sintoma se repete e afeta negativamente a qualidade de vida, ele precisa ser investigado por um médico. No caso da rinite, basta que os sintomas durem mais que 5 dias para que os efeitos maléficos comecem a se instalar pelo corpo.

O otorrinolaringologista é o especialista treinado para avaliá-lo. Fabiana Gonçalez D’Ottaviano, especialista em otorrinolaringologia pela ABORL-CCF e responsável pelo Centro Médico 13 de Outubro, em São Paulo, conta que muitos pacientes alérgicos se acostumam com os sintomas da rinite, e deixam de procurar ajuda. “O problema é que a constância da obstrução nasal pode  levar a alterações do crescimento facial em crianças, na postura da língua, na oclusão e deglutição, e até mesmo pode contribuir para a instalação de broncoespasmo (dificuldade para respirar) ou sinusite”, informa a médica. Halitose (mau hálito), ronco e apneia são outras das possíveis consequências da falta de tratamento da rinite.

Dicas dos especialistas

Quem tem rinite alérgica precisa entender que essa manifestação tem um componente alérgico que se manifesta sempre que se tem contato com determinado agente. Por isso é tão importante saber o que pode desencadear uma crise para evitar, o máximo possível, esse contato. A adesão ao tratamento, que pode incluir uma estratégia para melhorar a sua resposta imunológica, além da lavagem nasal, reduz o incômodo dos sintomas, mas tudo isso não muda sua propensão genética. Saber disso igualmente ajuda a ser mais constante nos cuidados diários e médicos. Neste último caso, eles devem ser periódicos.

Fonte: Uol

 

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